Bem Vindos

Amigas encantadoras!

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sábado, julho 02, 2011


Educação e saúde infantil (Redes Sociais)

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Redes sociais: Como lidar a relação delas com nossos filhos

http://saudeinfantil.blog.br/



As redes sociais são um fenômeno da modernidade, e vem intrigando sociólogos, antropólogos, psicólogos e cientistas das mais diversas áreas do conhecimento humano. O importante que estas redes sociais (facebook, Orkut, tweeter, you tube, entre outras) estão aí para ficar e de alguns anos para cá vem preocupando pais, educadores e profissionais que lidam com crianças e adolescentes, pois todos procuram saber para onde caminha este fenômeno e como lidar com ele.
O Conselho de Comunicação e Mídia da Academia Americana de Pediatria, publicou no seu site um trabalho sobre o impacto das mídias sociais nas crianças, adolescentes e suas famílias (Gweenn S. O’Keeffe, MD; Katleen Clarke Peterson, MD), além disto, a pedido do jornal Valor Econômico, foi feita uma pesquisa pelo Ibope Nielsen revelando o comportamento das crianças brasileiras frete a internet.
Para se ter uma idéia do impacto da internet na vida das crianças, em dezembro de 2010, cerca de 14% dos usuários da internet no Brasil, eram de crianças (entre 2 e 11 anos), contra 6% em 2000. Isto acontece porque os acessos estão cada vez mais fáceis. Quase todos podem ter celulares com acesso a WEB,  os computadores estão cada vez mais presentes nos lares e as crianças estão cada vez mais interessadas em usá-los.
Segundo o trabalho americano, o uso das internet já é a atividade mais comum entre crianças e adolescentes nos EUA, incluindo aí as redes sociais, consultas a sites de jogos online, e de compras (também apontado na pesquisa Ibope Nielsen) e redes sociais como Facebook, tweeter, You Tube, jogos sociais com SIMs e Club Penguin da Disney, blogs etc. por estas razões, os pais devem se preocupar e procurar saber o que seu filho faz na internet. O pediatra, por acompanhar a saúde da criança, também deve estar atento e procurando se informar sobre o assunto, para poder ajudar as famílias para estar atento a novas modalidades de doenças como “depressão do facebook”, e “cyberbullying”.
Os números de crianças e adolescentes usando as mídias sociais vem aumentando de forma exponencial e seu acesso, agora facilitado pelos telefones celulares, vai fazer estes números cada vez maiores. Nos EUA cerca de ¼ dos adolescentes entram na internet mais de 10 vezes por dia, e pelo menos 1 vez nas redes sociais, seja pelo computador seja pelo telefone celular, que eles usam muito mais como emissor de textos e imagens do que como comunicação oral.
Como a capacidade de regulação destas mídias é pouco eficaz, estes jovens estão muito expostos ao cyberbullying, à pedofilia, entre outras invasões de privacidade sem falar em adicção (ficar viciado) e privação de sono. Pais que não estão interessados ou acostumados com a internet e redes sociais deveriam procurar se informar e se capacitar para isto, pois assim terão mais controle sobre o que seu filho está usando, olhando, e com quem está fazendo contato.
Mas, como tudo em nossas vidas, a internet não é só ruim e tem muitas coisas boas a serem usadas em benefício das crianças e jovens.
No artigo americano as pediatras levantam vários aspectos de benefícios do uso de redes sociais:
1. Melhoria e aprendizado de viver e se comunicar com uma comunidade, podendo ser usado para ajudar pessoas (angariar fundos para projetos sociais, formaturas etc).
2. Trocar idéias, imagens, trabalhos criativos como em artes, fotos, filmes, músicas.
3. Empreendorismos, como na criação de blogs, sites de vídeos, games etc.
4. Trocas de experiências e idéias compartilhando causas (importante para os adolescentes), dando oportunidades de conviver com idéias diferentes e o aprendizado do respeito, tolerância.
5. Acessos às informações, como de saúde, para uso na escola, como fonte de aprendizado, etc.

Entre os riscos levantados estão:
1. Cyberbullying é o fenômeno que mais está crescendo, e acontece quando deliberadamente as pessoas de um grupo começam a hostilizar uma pessoa ou um grupo e pode acabar envolvendo toda uma comunidade virtual. Quando isto acontece, o dano psiquicosocial, é enorme podendo ocasionar ansiedade, depressão, isolamento, podendo levar a um suicídio.
2. Assédio sexual, ou recebimento de imagens, textos, muitas vezes enviadas dos próprios celulares como imagens de si próprios ou de amigos, nus ou seminus, o que se torna um problema disciplinar nas escolas.
3. “Depressão do facebook”: é um fenômeno que está sendo cada vez mais visto em jovens nos EUA, onde crianças e adolescentes com propensão ao desenvolvimento de depressão acabam, com o uso das redes sociais, desenvolvendo quadros de depressão e abuso de drogas conseqüentemente. Isto parece ocorrer pelo isolamento social, uma vez que o contato pessoal é muito importante para os adolescentes.
4. Perda da privacidade: outro aspecto levantado é o da perda de privacidade e da colocação de muitos dados pessoais, como fotos, endereços e rotinas, causando um risco grande de segurança, muitas vezes se coloca opiniões radicais que poderão acarretar um prejuízo no futuro.
5. Influencia da propaganda e do risco de consumismo: muitos dos sites de relacionamentos e de jogos, que são os mais acessados pelos jovens, estão com propagandas voltadas a este público específico, por esta razão é bom saber o que seu filho está fazendo e entrar nestes sites para ver o que é propagandeado.
Já na pesquisa Ibope Nielsen, a criança brasileira está entrando mais em sites de jogos, mas as meninas principalmente já procuram as redes de socialização, e cerca de 50% das crianças já procuraram produtos para se informar sobre preços ou produtos, ou ainda para comprar algo.
Nos EUA a idade mínima para o uso de redes sociais é de 13 anos, pois esta é a idade legal (Children’s Online Privacy Protection Act –COPPA)estipulada pelo congresso. Aqui no Brasil desconheço alguma lei que trate do assunto. Mesmo assim existem sites como o Penguin Club da Disney que não há idade limite, portanto os pais devem consultar antes o conteúdo do site para permitir o acesso do filho.

O Papel do Pediatra
O pediatra tem o papel de orientador dos pais e das crianças e jovens, portanto deve estar familiarizado com as redes e com as matérias que saem em revistas especializadas e na mídia leiga, pois há muita coisa sendo debatidos com pedagodogos, psicólogos, antropólogos, sociólogos, filósofos entre outros profissionais não médicos, e é importante estar atualizados nestas questões também, para podermos ajudar estes pais e jovens.
O artigo do Peditrics dá 4 caminhos para esta ajuda:
1. Aconselhe aos pais conversarem com seus filhos sobre seus acessos na INTERNET e dos riscos específicos que crianças e jovens correm.
2. Aconselhe aos pais conhecerem as ferramentas de acesso à Internet, para serem os professores de seus próprios filhos.
3. Ajude os pais a montarem um plano de ação que inclua o tempo de acesso, as informações que serão dadas e os lugares que os jovens devam acessar os cuidados que deverão ter etc.
5. Discuta com os pais as medida de controle digital que lês devem ter e como fazê-lo.
Finalizando, as mídias eletrônicas estão aí, já é uma realidade para boa parte de nossa população, e temos cerca de 4 milhões de jovens navegando nela. As  redes sociais no Brasil contam com cerca de 34 milhões no Orkut e 18 milhões no Facebook, entre outras menos cotadas, e por esta razão é um motivo de preocupação para pais, educadores, psicólogos e pediatras.

Fonte:
Jornal Valor Econômico: Pesquisa Ibope Nielsen – dezembro de 2010
PEDIATRICS Volume 127, Number 4, April 2011
Observatório da imprensa: VAIDADES DIGITAIS: As mídias sociais darão certo ( Juliano Rigatti em 1/2/2011)

sábado, novembro 13, 2010


Possibilidades das Diferenças

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As diferenças fazem a diferença.







Pensem nisso!






Um final de semana maravilhoso para todas!

quinta-feira, outubro 07, 2010


Palestra do Içami Tiba, Psiquiatra, em Curitiba:

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1. A educação não pode ser delegada à escola. Aluno é transitório. Filho é para sempre.

2. O quarto não é lugar para fazer criança cumprir castigo. Não se pode castigar alguém com internet, som, tv, etc.

3. Educar significa punir as condutas derivadas de um comportamento errôneo. Queimou índio pataxó, a pena (condenação judicial) deve ser passar o dia todo em hospital de queimados.

4. Confrontar o que o filho conta com a verdade real. Se falar que professor o xingou, tem que ir até a escola e ouvir o outro lado, além das testemunhas.

5. Informação é diferente de conhecimento. O ato de conhecer vem após o ato de ser informado de alguma coisa. Não são todos que conhecem. Conhecer camisinha e não usar significa que não se tem o conhecimento da prevenção que a camisinha proporciona.

6. A autoridade deve ser compartilhada entre os pais. Ambos devem mandar. Não podem sucumbir aos desejos da criança. Criança não quer comer? A mãe não pode alimentá-la. A criança deve aguardar até a próxima refeição que a família fará. A criança não pode alterar as regras da casa. A mãe NÃO PODE interferir nas regras ditadas pelo pai (e nas punições também) e vice-versa. Se o pai disse que não ganhará doce, a mãe não pode interferir. Tem que respeitar sob pena de criar um delinquente. Em casa que tem comida, criança não morre de fome . Se ela quiser comer, saberá a hora. E é o adulto tem que dizer QUAL É A HORA de se comer e o que comer.

7. A criança deve ser capaz de explicar aos pais a matéria que estudou e na qual será testada. Não pode simplesmente repetir, decorado. Tem que entender.

8. Temos que produzir o máximo que podemos, pois na vida não podemos aceitar a média exigida pelo colégio. Não podemos dar 70% de nós, ou seja, não podemos tirar 7,0.

9. As drogas e a gravidez indesejada estão em alta porque os adolescentes estão em busca de prazer. E o prazer é inconsequente, pois aquela informação, de que droga faz mal, não está gerando conhecimento.

10. A gravidez é um sucesso biológico, e um fracasso sob o ponto de vista sexual.

11. Maconha não produz efeito só quando é utilizada. Quem está são, mas é dependente, agride a mãe para poder sair de casa, para da droga fazer uso. A mãe deve, então, virar as costas e não aceitar as agressões. Não pode ficar discutindo e tentando dissuadi-lo da idéia. Tem que dizer que não conversará com ele e pronto. Deve 'abandoná-lo'.

12. A mãe é incompetente para 'abandonar' o filho. Se soubesse fazê-lo, o filho a respeitaria. Como sabe que a mãe está sempre ali, não a respeita.

13. Homem não gosta quando a mulher vem perguntar: 'E aí, como foi o seu dia?'. O dia, para o homem, já foi, e ele só falará se tiver alguma coisa relevante. Não quer relembrar todos os fatos do dia..

14. Se o pai ficar nervoso porque o filho aprontou alguma coisa, não deve alterar a voz. Deve dizer que está nervoso e, por isso, não quer discussão até ficar calmo. A calmaria, deve o pai dizer, virá em 2, 3, 4 dias. Enquanto isso, o videogame, as saídas, a balada, ficarão suspensas, até ele se acalmar e aplicar o devido castigo.

15. Se o filho não aprendeu ganhando, tem que aprender perdendo.

16. Não pode prometer presente pelo sucesso que é sua obrigação. Tirar nota boa é obrigação. Não xingar avós é obrigação. Ser polido é obrigação. Passar no vestibular é obrigação. Se ganhou o carro após o vestibular, ele o perderá se desistir ou for mal na faculdade.

17. Quem educa filho é pai e mãe. Avós não podem interferir na educação do neto, de maneira alguma. Jamais. Não é cabível palpite. Nunca.

18. Mães, muitas são loucas. Devem ser tratadas. (palavras dele).

19. Se a mãe engolir sapos do filho, a sociedade terá que engolir os dele.

20. Videogames são um perigo. Os pais têm que explicar como é a realidade. Na vida real, não existem 'vidas', e sim uma única vida. Não dá para morrer e reencarnar. Não dá para apostar tudo, apertar o botão e zerar a dívida.

21. Professor tem que ser líder. Inspirar liderança. Não pode apenas bater cartão.

22. Pai não pode explorar o filho por uma inabilidade que o próprio pai tenha. 'Filho, digite tudo isso aqui pra mim porque não sei ligar o computador'. O filho tem que ensiná-lo para aprender a ser líder.Se o filho ensina o líder (pai), então ele também será um líder. Pai tem que saber usar o Skype, pois no mundo em que a ligação é gratuita pelo Skype, é inconcebível o pai pagar para falar com o filho que mora longe.

23. O erro mais frequente na educação do filho é colocá-lo no topo da casa. Não há hierarquia. O filho não pode ser a razão de viver de um casal. O filho é um dos elementos. O casal tem que deixá-lo, no máximo, no mesmo nível que eles. A sociedade pagará o preço quando alguém é educado achando-se o centro do universo.

24. Filhos drogados são aqueles que sempre estiveram no topo da família.

25. Cair na conversa do filho é criar um marginal. Filho não pode dar palpite em coisa de adulto. Se ele quiser opinar sobre qual deve ser a geladeira, terá que saber qual é o consumo (KWh) da que ele indicar. Se quiser dizer como deve ser a nova casa, tem que dizer quanto que isso (seus supostos luxos) incrementará o gasto final.

26. Dinheiro 'a rodo' para o filho é prejudicial. Tem que controlar e ensinar a gastar.

Dr. Içami Tiba:

Médico pela Faculdade de Medicina da USP. Psiquiatra pelo Hospital das Clínicas da FMUSP.. Professor-Supervisor de Psicodrama de Adolescentes pela Federação Brasileira de Psicodrama. Membro da Equipe Técnica da Associação Parceria Contra Drogas - APCD. Membro Eleito do Board of Directors of the International Association of Group Psychotherapy. Conselheiro do Instituto Nacional de Capacitação e Educação para o Trabalho "Via de Acesso". Professor de diversos cursos e workshops no Brasil e no Exterior. Criou a Teoria Integração Relacional, na qual se baseiam suas consultas, workshops, palestras, livros e vídeos. Em pesquisa realizada em março de 2004, pelo IBOPE, entre os psicólogos do Conselho Federal de Psicologia, os entrevistados colocaram o Dr. Içami Tiba como terceiro autor de referência e admiração - o primeiro nacional. ·

1º- lugar: Sigmund Freud,2º- lugar: Gustav Jung, 3º- lugar: Içami Tiba.




Você não pode evitar que os problemas batam à sua porta, mas não há necessidade de oferecer-lhes uma cadeira" (Joseph Joubert)



domingo, outubro 03, 2010


Relacionamentos Interpessoais.

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Em se tratando de relacionamentos, tudo começa com respeito, com desejo de valorizar as pessoas.Quando você respeita as pessoas e dedica tempo suficiente a elas para gerarem experiências compartilhadas, poderá desenvolver confiança.

Seja amistoso, afetivo ou profissional, qualquer relacionamento envolve expectativas, responsabilidades, decepções, vantagens, enfim, apenas o fato de envolver ao menos duas pessoas já faz desse envolvimento algo excepcional. Ter de conviver e eventualmente depender de outro indivíduo pode não ser confortável para muitos, não é raro encontrar pessoas que escolhem a solidão por ter outras prioridades.

Isso, porém, apenas acontece em relações onde não há coerência, onde há desigualdade em benefícios e malefícios.
Há uma palavra que determina o sucesso de qualquer relacionamento, um elemento sem o qual duas pessoas jamais poderiam conviver adequadamente: cooperação.
Em uma relação cooperativa, ambos os lados saem satisfeitos. É o formato ideal e almejado por todos, porém exige pessoas empáticas e maduras o suficiente para entender que nem sempre será feita apenas sua própria vontade, que há de haver a busca pelo consenso.
Uma relação exige cuidados e muitas vezes eles incluem a abdicação voluntária do Eu para a melhor manutenção do Nós, que poderá ser o melhor a longo prazo. O benefício principal dessa abordagem é que, uma vez visualizados seus efeitos, os indivíduos a percebem como melhor opção e se sentem confiantes para continuar empregando- a, de modo a prolongar os benefícios.
Essa fórmula serve para todo o tipo de relacionamento, pois se no relacionamento comercial há a troca de bens, nos amorosos e amistosos há a troca de afeto, que também precisa ser bem direcionada.
Caso contrário, a relação não será positiva para ambos, de modo que irá de fato se tornar uma relação unilateral, porém onde o lado egoísta/possessivo se beneficiará do passivo/submisso.

COMPETIR OU COOPERAR?

“A palavra menos importante: EU
A palavra mais importante: Nós
As duas palavras mais importantes: Muito Obrigado
As três palavras mais importantes: Tudo é Perdoável
As quatro palavras mais importantes: Qual é sua opinião?
As cinco palavras mais importantes: Você fez um ótimo trabalho
As seis palavras mais importantes: Desejo compreendê-lo com mais exatidão”

Saber o que as pessoas precisam e querem, ouvi-las, demonstrar respeito, não interromper as pessoas, evitar o pré-julgamento, é fundamental para compreendê-las.

 

O Caráter:

- É permanente;

- Concentra-se nas responsabilidades;

- Valoriza as pessoas;

- Cultiva um legado para o futuro;

- Gera respeito e integridade;

- Mantém você lá.

* Perguntas para ajudá-lo a medir sua integridade:

1. Trato bem as pessoas, mesmo se não tenho nada a ganhar com isso?
2. Sou transparente?
3. Represento um papel, dependendo da pessoa que está comigo?
4. Sou a mesma pessoa, tanto sob os aplausos como quando estou sozinho?
5. Admito rapidamente eu errei sem ser pressionado a isso?
6. Coloco as pessoas acima da burocracia de meu trabalho?
7. Sou a mesma pessoa sempre, ou mudo dependendo das circunstâncias?
8. Quando tenho algo a dizer às pessoas, converso com elas ou falo delas sem a sua presença?
9. Comprometo-me com a honestidade, a confiabilidade e a confidencialidade? Ou comento com meus colegas sobre resultados sigilosos de exames, referindo sobre sua possível patologia?
10. Chego atrasado, na esperança que o colega dê início ao meu trabalho, ou seja, o sobrecarregando?
11. Ataco o problema e não a pessoa? Procuro resolver os problemas e não apontar responsáveis?
12. Tomo a iniciativa de servir?
A interação entre dois seres é sempre delicada, porém a abordagem pode ser o ponto determinante do tipo de relação que será estabelecida.

A sociedade atual cobra muito do indivíduo, as pessoas se sentem na obrigação de parecer melhor que todos e isso acaba se estendendo ao seu próprio lar, de modo que muitas vezes a relação é prejudicada por dois indivíduos tentando superar-se constantemente. É proveitoso que haja o crescimento profissional e emocional dentro do relacionamento, o amadurecimento e estímulo mútuo é imprescindível, porém isso se torna prejudicial no momento em que o sucesso do outro começa a provocar inveja e não mais satisfação.

Questões como quem ganha mais, quem possui melhor cargo, quem é mais sociável, não são relevantes para pessoas que realmente almejam o sucesso do relacionamento. Uma relação envolve duas pessoas que apenas unidas com colaboração poderão alcançar objetivos comuns.
Comunicação Interpessoal:

O processo que torna possível o relacionamento profissional de saúde-cliente é a comunicação, que “É um processo de compreender, compartilhar mensagens enviadas e recebidas” (Stefanelli), é por meio da comunicação vivenciada pelo profissional de saúde e usuário, que o profissional de saúde pode definir metas, objetivos a serem atingidos, para ajudá-lo a sentir-se como ser humano digno e pessoa capaz de encontrar soluções para seus problemas.

Temos que ter cuidado ao estabelecer uma comunicação com nossos pacientes, só estabelecer quando tivermos certo do que queremos dizer, para não ser mal interpretado, pois, a incapacidade de comunicação conduz a sérios problemas tanto o profissional quanto para o cliente, e pode ameaçar sua credibilidade profissional. Alem disso, através da comunicação o profissional de saúde cria condições de efetuar mudanças.

O processo de comunicação não é apenas um conjunto de informações que o profissional de saúde memoriza e põe em prática, ao contrario, é um processo complexo que exige emprego inteligente de princípios.

No processo de comunicação existem alguns elementos que são:
- Emissor que é fonte da emissão da mensagem;
- O Receptor ou Destinatário, que recebe a mensagem, que é aquilo que é transmitido.


As formas de comunicação são Verbais, que refere se a linguagem escrita e falada, aos sons e palavras que utilizamos para nos comunicar.
O tom de voz de quem fala pode ter impacto considerável sobre o significado de uma mensagem, uma simples frase pode expressar entusiasmo, preocupação, indiferença e mesmo aborrecimento. As emoções de uma pessoa podem influenciar diretamente seu tom de voz.

O profissional de saúde deve ficar alerta sobre suas emoções, só estabelecer uma comunicação com os usuários e seus familiares após estar certo do que quer dizer. Clareza e Brevidade, a comunicação deve ser simples, curta e objetiva.

As comunicações Não Verbais envolvem todas as manifestações de comportamento não expressas por palavras, utilizadas pelo emissor com o propósito de partilhar informações.
O mecanismo de comunicação é:

· 5% são palavras,

· 20% entonação,

· 75%presença, (sinais, símbolos e expressões corporais).

A comunicação deve ser curta e objetiva, devemos respeitar o nível de entendimento do paciente e seus familiares, respeitando a cultura, nível de escolaridade, etc...

Comunicação Terapêutica:

A comunicação terapêutica consiste na habilidade do profissional em usar seus conhecimentos sobre comunicação para ajudar o paciente com a tensão temporária, a conviver com outras pessoas e ajustar-se ao que não pode ser mudado e a superar os seus problemas.

Expressão facial, o rosto a parte mais expressiva do corpo, revela seis emoções primarias: surpresa, medo, raiva, aversão, felicidade e tristeza, sempre que estamos executando algum procedimento podemos perceber que o paciente está atento a nosso rosto a nossas expressões, uma situação muito comum é quando vamos fazer um eletrocardiograma, ou verificar pressão arterial o cliente fica atento a nossa expressão facial todo o tempo do procedimento, se fizermos um gesto, que seja com olhos que em seu entendimento seja ruim, logo nos pergunta “está ruim?”.

O contato através dos olhos é uma parte muito importante das expressões transmitidas por seus movimentos: olhos bem abertos são associados à franqueza, terror e ingenuidade; olhar para baixo reflete modéstia; erguer as sobrancelhas pode revelar desprezo e um olhar fixo constante associado ao ódio e frieza.Quando duas pessoas se encontram o contato através dos olhos geralmente antecipa uma mensagem.

O contato inicial dos olhos mostra disposição para se comunicar e as pessoas que se olham durante uma conversa são consideradas confiáveis, partindo desse principio, podemos dizer que o profissional de saúde que conversa com seu paciente olhando nos olhos com respeito passa para ele confiança.

Gestos manuais, uma saudação, um aceno de mão, são gestos manuais que dão para o paciente, tão fragilizado com sua condição de hospitalizado uma sensação de importante e único, em geral ele pensa “ele se importa comigo, Ele se lembra de mim”. Sentir-se importante para alguém e lembrado e tão importante quanto um analgésico.

Uma parte muito importante no relacionamento interpessoal profissional de saúde-usuário é o toque, mas deve ser usado com muita descrição, de todas as profissões que existem dentro de um serviço de saúde a que mais toca nos clientes e a enfermagem, pois, precisa dar banho, ao ajudar o paciente a vestir se, ao aplicar injeção, cateterismo vesical, verificar pressão arterial, enfim, em praticamente tudo tocamos no paciente, e aí que temos que ter cuidado, pois, fazemos sem perceber, e é muito pessoal tocar em alguém, dependendo dos seus valores, o paciente pode sentir-se constrangido, invadido, até mesmo interpretar como assedio sexual ou assédio moral, sem perceber tocamos sem pedir licença.

Muitas das vezes é através da comunicação não verbal (gestos), que identificamos se um paciente esta com dor, com medo, irritado, ansioso ou preocupado, através da sua expressão facial e corporal (postura física), ou seja, os movimentos do nosso corpo e, ainda pelas manifestações fisiológicas como rubor, sudorese, tremores, palidez, etc...

O profissional de saúde deve estar sempre atento a qualquer um desses sinais.

Outro aspecto que temos de levar em conta na comunicação com o paciente é o seu Espaço Pessoal e Territorial, diz respeito ao espaço em volta dela, incluindo objetos de uso próprio e do ambiente, as vezes a pessoa tende a considerar o espaço à sua volta como extensão de seu corpo, quer manter seus objetos neste espaço que reconhece como seu.

Temos que ter cuidado para não criarmos uma barreira à comunicação com nossos pacientes, pois, a falta de habilidade para ouvir, ver, sentir, compreender a mensagem, pode por a perder todo um bom relacionamento com nossos pacientes.

Outro tópico importante é a opção religiosa, quem já ouviu falar que política, futebol e religião não se discutem, devemos evitar professar nossa fé no trabalho, muito menos tentar impô-la ao usuário, para não gerar conflitos, nem constrangimento.


O Ambiente de Trabalho:

O ambiente reflete no ser humano? Bem, podemos, por exemplo, observar um shopping center e a maneira como as pessoas normalmente se comportam quando estão lá dentro, a limpeza, o clima, a decoração, as pessoas bem vestidas ou não, fazem com que ajamos de certa maneira. Mas é claro que não seria só o tipo do ambiente que pode influir em nosso comportamento, também deve influenciar a forma em que o ambiente é moldado, decorado, o tipo de roupa permitido, a climatização, o visual, as cores das paredes, flores no ambiente, obras de arte, quadros, conforto em geral, entre tantos outros fatores. Portanto podemos supor que o ambiente de trabalho também deve influir no comportamento das pessoas e, por conseguinte influenciar nas relações interpessoais e supostamente nos resultados da produtividade em todos os sentidos.

Não se pode exigir resultados de uma equipe de trabalho se esta não tiver um mínimo de comodidade e de condições para realizar suas necessidades básicas. Mas se acredita que quanto melhor e mais bem atendidas estas necessidades tanto melhor será o desempenho de uma equipe. O ambiente de trabalho é constituído de duas partes distintas:

- Física (instalações, móveis, decoração etc)

- Social (as pessoas que o habitam). “Cadê a minha cadeira, e o meu grampeador?” Não empresto a ninguém.

Quem está usando a minha sala?”

Essa sensação de pertencimento que surge é mais comum do que se imagina, temos a necessidade de se apropriar de nossos materiais, claro que temos que cuidar bem deles, mas quando parte para o sentimento de posse, começa afetar as relações no nosso ambiente de trabalho.

No trabalho, nada que não trouxermos pertence a nós, faz parte do ambiente, claro, que por delicadeza e para evitar problemas, devemos pedir emprestado ao colega o material que gostaríamos de usar naquele momento, para facilitar nosso serviço.

Mas devemos devolver logo depois do uso, e agradecer o favor.

Mesmo estando trabalhando no mesmo lugar há anos, nada do que existe ali é nosso, e sim de todo o funcionalismo.



Motivação ou Não, causada pelo Ambiente de Trabalho: É sabido que o ser humano é fruto do meio em que vive e que é gerido por necessidades básicas que os podem motivar ou não, são elas:



Necessidades fisiológicas como:



· alimentação,

· sono,

· atividades física,

· satisfação sexual, etc;



Necessidades psicológicas como:



· segurança íntima,

· participação,

· autoconfiança e

· afeição;

Qualidade de Vida no Trabalho:

As pessoas são produtos do meio em que vivem, tem emoções, sentimentos e agem de acordo com o conjunto que as cercam sejam o espaço físico ou social. Como diz Bom Sucesso (1997): A valorização do ser humano, a preocupação com sentimentos e emoções, e com a qualidade de vida são fatores que fazem a diferença. O trabalho é a forma como o homem, por um lado, interage e transforma o meio ambiente, assegurando a sobrevivência, e, por outro, estabelece relações interpessoais, que teoricamente serviriam para reforçar a sua identidade e o senso de contribuição. (p.36).
Cada pessoa tem uma história de vida, uma maneira de pensar a vida e assim também o trabalho é visto de sua forma especial. Há pessoas mais dispostas a ouvir, outras nem tanto, há pessoas que se interessam em aprender constantemente, outras não, enfim...“O auto conhecimento e o conhecimento do outro são componentes essenciais na compreensão de como a pessoa atua no trabalho, dificultando ou facilitando as relações.
Dentre as dificuldades mais observadas, destacam-se: falta de objetivos pessoais, dificuldade em priorizar, dificuldade em ouvir”.É bom lembrar também que o ser humano é individual, é único e que portanto, também reage de forma única e individual a situações semelhantes.

Num mundo cada vez mais individualista, as palavras de cortesia como “obrigado”, “por favor” e “com licença” tem perdido seu espaço.
Nos serviços de saúde ocorre o mesmo. Muitas pessoas estão se esquecendo de usá-las, o que tem dificultado as boas relações interpessoais.

A boa educação, a gentileza são coisas que se traz como bagagem de vida. Palavras corteses usadas nos momentos adequados abrem portas, ganham a colaboração das pessoas e melhoram o ambiente.Tratar os outros de maneira seca e ríspida é o pior modo de querer obter resultados satisfatórios numa organização. Ao manter contatos de forma abrupta você gera uma postura de recolhimento e revolta nos outros, o que influi diretamente em sua disposição para cooperarem.

Acostume-se em usar de cortesia no trabalho. Você verá que os resultados em termos de relacionamentos e produção podem ser muito compensadores.
O bom relacionamento profissional:
1. Fale com todos, cumprimente todo mundo. Nada mais antipático do que aquele profissional que ignora os colegas e só cumprimenta os superiores.

"Bom Dia", "Por Favor" e "Obrigado" são obrigatórios no relacionamento diário com todos os colegas de trabalho do ascensorista ao presidente da empresa.

2. Se alguém lhe pedir um pequeno favor, uma ajuda no trabalho, e você puder atender, faça. A boa convivência no dia-a-dia do trabalho depende muito da reciprocidade entre as pessoas. Se você ajudar com boa vontade, seus colegas tenderão a retribuir quando você precisar.

3. Procure falar sempre a verdade. Mesmo as chamadas "mentiras inocentes" podem complicar sua imagem profissional. Se precisar faltar, por exemplo, em razão de algum motivo pessoal, conte a verdade ao seu chefe e não invente doenças ou lutos. Quando descoberta mesmo uma pequena mentira pode causar grandes estragos.

4. Se você precisar criticar ou repreender alguém, sobretudo se for um subordinado, evite fazê-lo na frente dos outros. Chame a pessoa na sua sala ou a algum lugar privado e converse objetivamente sobre a falha. Não misture críticas profissionais com pessoais. Não agrida ou insulte o interlocutor com palavras grosseiras ou rudes, ou mesmo palavras de baixo calão (palavrões). Siga a regra universal: elogios públicos, críticas privadas.

Se você estiver sentado e for homem, levante-se sempre que for apresentado a alguém. As mulheres só devem se levantar para cumprimentar outras mulheres de mais idade ou pessoas de alta hierarquia.

O aperto de mão é o tipo de cumprimento mais adequado, qualquer que seja a situação, e deve ser usado por homens e mulheres. O aperto deve ser firme, mas não a ponto de machucar. Ao apertar a mão, olhe sempre nos olhos do interlocutor. Não se deve estender a mão a alguém que está à mesa de refeições. Nesse caso, um aceno com a cabeça ou um cumprimento é suficiente.

- Cordialidade, sim. Intimidade, não:

Evite nas relações profissionais chamar as pessoas com palavras de baixo calão, e todas as variações do gênero. Evite pegar nas pessoas. Mantenha uma distância razoável, não grite nem gesticule demais.

Bom-dia, boa-tarde, boa-noite, obrigado e por favor são palavras obrigatórias e devem ser sempre dirigidas a qualquer pessoa, em qualquer ocasião. Do porteiro do posto de saúde ao prefeito da cidade.

Não confunda amizade com intimidade, em momento algum trate mal seus colegas usando palavras de baixo calão, forjando “brincadeiras de mal gosto”, principalmente se houver algum paciente/ usuário próximo, lembre-se que você está no seu ambiente de trabalho e, é a imagem de todo o serviço que se denegrirá devido a uma “brincadeira” ou atitude grosseira.

Quem nunca ouviu, no decorrer de sua vida, o ensinamento de que deveria tratar todas as pessoas de maneira igual, sem distinção de raça, cor, sexo, idade, nacionalidade e etc. No ambiente de trabalho, não é diferente.

O ideal é tratar todo mundo com respeito e educação, independentemente do cargo ou da função. Isso é ideal até mesmo para a pessoa ser respeitada.

 
As afinidades:

Outro ponto que impede o tratamento igualitário a todas as pessoas é a afinidade.

Todos temos nossas preferências pessoais, são aqueles colegas que você nem precisa dizer a frase que já entende o que você está querendo.

Quando precisa de uma ajuda, ele faz, não por querer algo em troca, mas porque gosta de ajudá-lo.

A afinidade acontece em qualquer nível hierárquico. Isso não é problema, desde que o coordenador, por exemplo, exija o mesmo de todos do grupo. Já quando isso acontecer entre profissionais do mesmo nível hierárquico, é preciso dosar as relações no trabalho, para não formar as famosas panelinhas.
De maneira geral, mostrar as preferências é uma atitude que pode prejudicar suas relações no trabalho, uma vez que as outras pessoas podem se sentir preteridas.

Quem nunca ouviu, no decorrer de sua vida, o ensinamento de que deveria tratar todas as pessoas de maneira igual, sem distinção de raça, cor, sexo, idade, nacionalidade e etc.

No ambiente de trabalho, não é diferente. Diversos especialistas dizem como é importante aos profissionais dispensar o mesmo tratamento aos demais. Mas será que isso é humanamente possível?

O ideal é tratar todo mundo com respeito e educação, independentemente do cargo ou da função. Isso é ideal até mesmo para a pessoa ser respeitada.

Mas tratar todo mundo da mesma forma é complicado, porque você corre o risco até mesmo de desagradar mais pessoas do que de agradar. Isso acontece porque algumas pessoas são mais maleáveis, outras são duras nas discussões; algumas agem de maneira informal, outras são totalmente formais; determinadas pessoas não se incomodam com gírias, mas existem aquelas que não suportam. “Cada pessoa tem uma forma de receber um tratamento”. Resultado: se você adota apenas um comportamento, acaba por desagradar o restante.

Precisamos criar vínculos com o trabalho. Precisamos correr atrás da motivação para o trabalho. Precisamos gostar do que fazemos, fazer aquilo que gostamos, temos que estar motivados para o trabalho permanentemente. O trabalho gerará a satisfação para o trabalhador.

Se estou fazendo alguma coisa que não gosto, tenho que procurar dentro do serviço de saúde aquilo que satisfaz as minhas necessidades, a minha vontade, e satisfazer logicamente o meu Ego. Eu tenho que fazer aquilo que gosto. Desenvolver minha atividade em sua plenitude, com garra, com gana, com vontade.

Se motivado para o meu trabalho eu não tenho como faltar, porque com sinais, com sintomas, com queixas, problemas sociais, e outros eu jamais deixarei de estar presente. Precisamos ter vínculos com o colega. Vínculos de amizade, de carinho, de respeito, onde o trabalho precisa ser de alto nível, mesmo que haja uma briguinha, um relacionamento difícil com o colega.

Temos que ter flexibilidade para superar a situação, pedir perdão ao colega ou ser perdoado. Continuamos a nossa amizade, o nosso carinho, respeito e mantermos auxílio mútuo no trabalho que desenvolvemos. Com isso teremos uma melhor qualidade de vida no trabalho.

Quando eu tomo raiva do colega, eu começo a desenvolver ambiente impróprio para eu mesmo. Às vezes, o ambiente fica tão pesado que começa a gerar insatisfação. Olhar o colega com quem briguei é ver que não tive jogo de cintura para poder tornar aquela briguinha numa coisa comum, pedir desculpas, perdoar e retomarmos a posição inicial.

Além de fazermos o que gostamos, temos que manter uma estrita relação com o coordenador e com o colega.
O ambiente de trabalho tem que ser agradável. Criadas raízes eu passo a ter amor ao meu trabalho. Sou capaz de brigar para defender meu ambiente de trabalho.O ambiente passa a ser prolongamento da minha casa, você cria vínculos.
Você nunca falará mal do seu time de futebol, você defende a idéia do bom desempenho da equipe, você jamais criticará, estará enraizado ao seu time, enraizado também no seu trabalho curtindo a bandeira que você ama e da qual tira o seu sustento.
 
 
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